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Augusto Tavares de Lira

Publicado: Quinta, 22 de Julho de 2021, 10h20 | Última atualização em Sexta, 06 de Agosto de 2021, 10h29 | Acessos: 1714

Nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte, em 25 de dezembro de 1872. Filho de Feliciano Pereira de Lira Tavares e de Maria Rosalina de Albuquerque Vasconcelos de Lira Tavares, seu pai foi pequeno comerciante e coronel da Guarda Nacional, ligado ao Partido Liberal, e foi prefeito de sua cidade natal (1882). Iniciou seus estudos em Macaíba, na cadeira de primeiras letras para o sexo masculino existente na povoação. Realizou seus estudos secundários em Natal, no Ginásio Norte-Rio-Grandense, estabelecido por Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, importante líder político e um dos fundadores do Partido Republicano do Rio Grande do Norte, e pelos irmãos Amaro Barreto e Augusto Severo. Em 1887, interrompeu seus estudos para tratamento oftalmológico no Rio de Janeiro, tendo ingressado na Faculdade de Direito de Recife em 1890. Durante sua estada nessa cidade, alterou seu nome, de Augusto Artur Lira Tavares para Augusto Tavares de Lira, por conta da semelhança com o sobrenome de um conhecido bandoleiro surgido no sertão pernambucano. Concluiu o curso em 1892, tendo retornado para Natal, onde abriu escritório. Foi redator do jornal A República, criado por Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, que se tornaria seu sogro. No ano seguinte, foi nomeado professor de história no Atheneu Norte-Rio-Grandense, uma das mais prestigiadas instituições públicas de Natal. Iniciou sua carreira política como deputado estadual, em 1893, elegendo-se um ano depois para o cargo de deputado federal, sendo reeleito em 1897, 1900 e 1903. Eleito presidente do estado do Rio Grande do Norte em 1904, seu governo foi marcado pelo saneamento das finanças públicas e melhoria do quadro da administração. Instituiu ainda o Banco do Natal, posteriormente Banco do Estado do Rio Grande do Norte, iniciou a construção da Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte, tendo inaugurado o trecho de Natal a Ceará-Mirim, tomou medidas contra os efeitos de uma intensa seca que se prolongava havia cinco anos, estimulou as indústrias nativas de sal, açúcar e algodão, além de ter realizado as primeiras iniciativas de urbanização de Natal. Em 1906, renunciou ao cargo de governador para assumir o Ministério da Justiça e Negócios Interiores, a pedido do presidente Afonso Pena, deixando o cargo em virtude da morte do chefe do executivo antes da conclusão do mandato (1909). Foi senador pelo seu estado natal (1910) e ministro da Viação e Obras Públicas (1914-1918), no governo do presidente Venceslau Brás. Foi interino em duas ocasiões no Ministério da Fazenda, em 1916, ao substituir João Pandiá Calógeras, e em 1918, no lugar de Antônio Carlos de Andrada. Em 1919, assumiu o lugar de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), do qual foi presidente (1939-1940), tendo recusado convites para se tornar ministro do Supremo e se aposentado em 1941. Foi mediador na chamada Revolução de 1923, ocorrida no Rio Grande do Sul. Professor da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro (1915-1920) e da Faculdade Nacional de Direito (1920-1937), foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Sociedade de Direito Internacional (Rio de Janeiro), além de sócio correspondente de diversas outras entidades, como os institutos históricos de Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. Autor de extensa bibliografia, produziu trabalhos como A questão de limites entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte (1902), Algumas notas sobre a história política do Rio Grande do Norte (1907), Aposentadoria de funcionários públicos (1912), Aspectos econômicos do Rio Grande do Norte (1919), As secas do Nordeste (1919), Centenário do Senado do Império (1926), Centenário da fundação dos cursos jurídicos de São Paulo e Olinda (1927), Quintino Bocaiúva (1936) e O Senado da República de 1889 a 1930 (1953). Morreu no Rio de Janeiro, no dia 21 de dezembro de 1958.

Daniela Hoffbauer
Abr. 2020.

 

Bibliografia

AUGUSTO Tavares de Lira. In: INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO. Disponível em: https://bit.ly/2xYoYdY. Acesso em: 30 mar. 2020. 

LIRA, Augusto Tavares. Disponível em: https://bit.ly/3hPDzfZ. Acesso em: 27 mar. 2020.

LIRA, Augusto Tavares. In: CABRAL, Dilma et al. Ministério da Justiça 190 anos: justiça, direitos e cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2012. p. 156

MINISTRO Augusto Lira Tavares. Portal TCU. Disponível em: https://bit.ly/3iskqQn. Acesso em: 9 abr. 2020. 

SILVA, Francisco Anderson Tavares de Lira. Augusto Tavares de Lira em vários tons. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012. Disponível em: https://bit.ly/2V2Poqa. Acesso em: 9 abr. 2020.                                                                   

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