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            No dia 6 de maio de 1826, o imperador dom Pedro I inaugurou a primeira legislatura do Parlamento brasileiro, dando início aos trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado. Esse ato constituiu um importante passo no processo de formação do Estado nacional independente. Saiba mais....

   

 

 

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Nasceu na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, estado de Alagoas, em 5 de agosto de 1827. Filho de Manuel Mendes da Fonseca Galvão e de Rosa Maria Paulina da Fonseca, seu pai era militar de baixa patente, ligado ao Partido Conservador, que ocupou ainda os cargos de vereador, juiz de paz e chefe de Polícia. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1842. No ano seguinte matriculou-se no primeiro ano da Escola Militar, tendo concluído o curso de artilharia em 1847. Fez uma sólida carreira militar, tendo sido promovido a segundo-tenente (1849), primeiro tenente (1852), capitão (1856), major (1866), tenente-coronel e coronel (1868), brigadeiro (1874) e, finalmente, marechal de campo (1887). Combateu a Revolução Praieira (1848-1850), em Pernambuco, foi ajudante de ordens do comandante das armas de Mato Grosso (1860), instrutor dos Guardas Nacionais sediado na Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (1863), além de ter atuado na Guerra do Paraguai (1864-1870), onde alcançou posição de destaque por atos de bravura. Em 1885, assumiu o posto de quartel-mestre general do Exército, e, meses depois, foi nomeado comandante de armas da província do Rio Grande do Sul, primeiro vice-presidente da província e, no ano seguinte, presidente. Em 1886, foi afastado dos cargos que ocupava no Rio Grande do Sul por divergências políticas. Retornou ao Rio de Janeiro e envolveu-se na chamada Questão Militar (1884-1887), uma série de conflitos entre a oficialidade e as autoridades do governo imperial. Ainda em 1887, foi exonerado do cargo de quartel-mestre general do Exército. Presidiu o Clube Militar (1887-1889), comandando os setores antiescravistas do Exército, tendo sido candidato derrotado ao Senado. Em 1888, foi nomeado para o comando militar do Mato Grosso, retornando no ano seguinte para o Rio de Janeiro. Foi um dos articuladores do movimento político que derrubou a monarquia e proclamou a República, em 15 de novembro de 1889, ao lado de nomes como Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa e Aristides Lobo. Foi chefe do governo provisório da República e o primeiro presidente republicano, eleito indiretamente em 25 de fevereiro de 1891. Com a crise política que se instalou em seu governo, renunciou ao cargo de presidente da República em 23 de novembro de 1891, tendo assumido o vice-presidente Floriano Peixoto. Recebeu grau de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro (1866) e comendador da Ordem de São Bento de Avis (1880). Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1892.

Daniela Hoffbauer
Set. 2018

 

 Bibliografia

ARQUIVO NACIONAL (BRASIL). Os presidentes e a República: Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva – 4ª ed. revista e ampliada. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional: 2009.

BRASIL. Superior Tribunal Militar. Presidentes da Corte no Império e na República: 1808 - 1994. Brasília: Diretoria de Documentação e Divulgação, 1994. Disponível em: <https://shre.ink/gEZu>. Acesso em: 27 dez. 2017.

LEMOS, Renato. Deodoro da Fonseca. In: Dicionário da Elite Política Republicana (1889-1930). Disponível em: < https://goo.gl/a1QvHX>. Acesso em: 27 dez. 2017.

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A Associação Nacional de História – Seção Pernambuco convida a comunidade de pesquisadores e pesquisadoras para o XVI Encontro Estadual de História da Anpuh-PE, com a temática “Democracia, Memórias e Ensino de História”, evento que ocorrerá de 13 de julho a 17 de julho de 2026, na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife/PE.  A temática propõe discutir como a História pode contribuir para a consolidação democrática, seja pelo debate em torno das memórias coletivas e das disputas de narrativas, seja pelo fortalecimento de práticas pedagógicas críticas e inclusivas. Informações sobre a programação podem ser acessadas neste endereço