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            O mês de junho de 2026 marca os 187 anos de nascimento de Machado de Assis. Nascido em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro, sede da Corte do Império do Brasil, Joaquim Maria Machado de Assis se notabilizou como jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Saiba mais....

   

 

 

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Nasceu em Salvador, na Bahia, em 7 de fevereiro de 1796. Filho de José da Costa Carvalho e Inês Maria Piedade Costa, ingressou no curso de direito da Universidade de Coimbra, tendo obtido o título de bacharel em 1819. Retornou ao Brasil e iniciou carreira na magistratura, tendo sido nomeado para o cargo de juiz de fora e ouvidor da cidade de São Paulo (1821-1822). Assinou a representação paulista que pedia a permanência de d. Pedro I no Brasil, conforme determinação das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa. Ingressou na política e foi eleito deputado pela província da Bahia à Assembleia Constituinte (1823), dissolvida por d. Pedro I. Convocada a Assembleia Geral Legislativa (1826), foi eleito deputado geral pela província da Bahia para as legislaturas 1826-1829 e 1830-1831. Teve atuação destacada na Câmara dos Deputados, tendo sido seu vice-presidente em 1827, e presidente em três ocasiões, 1828, 1830 e 1831. Com a abdicação de d. Pedro I, integrou a Regência Trina Permanente (1831-1835), ao lado de Francisco de Lima e Silva e de João Bráulio Muniz. Após este período, afastou-se da política e dirigiu o curso jurídico de São Paulo (1835-1836). Elegeu-se mais uma vez deputado geral, desta vez pela província de São Paulo (1838-1839) e, ao final da legislatura, foi indicado senador pela província de Sergipe (1839-1860), tendo sido ainda presidente do Senado (1843). Foi presidente da província de São Paulo (1841) durante a Revolta Liberal (1842), liderada por Diogo Antônio Feijó e Tobias de Aguiar. Nomeado conselheiro de Estado (1842), foi também secretário de Estado dos Negócios do Império (1848-1852) e presidente do Conselho de Ministros (1849-1852), em cujo gabinete foi aprovado importante aparato legal do Império que fundamentaram o ordenamento jurídico imperial, como a Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibia o tráfico de escravos, a Lei de Terras (1850) e o Código Comercial (1850). Fundou o jornal O Farol Paulistano, que circulou na província de 1827 a 1832. Foi sócio do IHGB e membro da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, presidente da Sociedade de Estatística do Brasil e da Associação Central de Imigração. Recebeu a Grã-Cruz da Ordem Imperial do Cruzeiro (1835) e a Grã-Cruz da Legião de Honra da França (1843), bem como os títulos de barão de Monte Alegre (1841), visconde (1843) e marquês (1854). Faleceu em 18 de setembro de 1860.

 

Daniela Hoffbauer
Jun. 2018

 

Bibliografia

ALONSO, Rafael. Marquês de Monte Alegre. In: ERMAKOFF, George (org.). Dicionário Biográfico Ilustrado de Personalidades da História do Brasil. Rio de Janeiro. G. Ermakoff Casa Editorial, 2012.

GUIMARÃES, Lucia. José da Costa Carvalho. In: VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

JOSÉ DA COSTA CARVALHO. A História da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/historia/presidentes/jose_carvalho2.html>. Acesso em: 28 jun. 2018. 

VIDIGAL, Geraldo. O Marquês de Monte Alegre, alvorecer de um estadista. São Paulo: Ibrasa. 1999.