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João Pandiá Calógeras

Publicado: Quinta, 12 de Novembro de 2020, 10h23 | Última atualização em Sexta, 16 de Outubro de 2020, 12h50 | Acessos: 180

Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de junho de 1870, filho de Michel Calógeras e Júlia Ralli Calógeras. Iniciou seus estudos com professores particulares alemães e, aos 14 anos, entrou para o Colégio de Pedro II, onde completou o ensino secundário. Ingressou na Escola de Minas de Ouro Preto (MG), tendo se formado em engenharia, em 1890. Atuou em pesquisas geológicas, notadamente sobre os depósitos de manganês de Cariguaba (SC). Em 1891, casou-se com Elisa da Silva Guimarães, filha de Joaquim Caetano da Silva Guimarães, ministro do Supremo Tribunal Federal, e sobrinha do escritor Bernardo Guimarães. Foi eleito deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) nas legislaturas 1897-1899, 1903-1905, 1906-1908, 1909-1911 e 1912-1914; e pela legenda do Partido Progressista de Minas Gerais para a Assembleia Nacional Constituinte, em 1933. Assumiu o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (1914-1915), e substituiu interinamente o ministro da Fazenda, Sabino Alves Barroso Júnior, permanecendo à frente das duas pastas por um mês, até ser efetivado no cargo (1915-1917). Na Fazenda notabilizou-se pelo esforço de reverter – obtendo êxito – o quadro deficitário das finanças do país. Foi nomeado ministro da Guerra (1919-1922), tendo sido o único civil a ocupar o cargo ao longo da história republicana. Na sua gestão, o Exército brasileiro foi modernizado e aperfeiçoado graças à assessoria, na década de 1920, da missão militar francesa liderada pelo general Maurice G. Gamelin. Criou importantes escolas técnicas militares, voltadas tanto para os oficiais quanto para as tropas. Adquiriu material bélico moderno para as diferentes armas, fomentando a indústria militar no país, em especial, as que funcionavam no Rio de Janeiro e em São Paulo. Formulou a primeira política de defesa nacional, abrangendo áreas estratégicas como, por exemplo, a siderurgia, o que, posteriormente, levou à criação do Conselho de Defesa Nacional, em 1927. Teve atuação destacada nos acontecimentos que precederam a revolta do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 5 de julho de 1922, bem como na sua repressão. Foi autor de vários trabalhos, entre os quais se destacam As minas do Brasil e sua legislação (1904), base para a Lei Calógeras, como ficou conhecido o decreto n. 2.933, de 6 de janeiro de 1915, que regulamentava a propriedade das minas, A política exterior do Império (1927-1933) e Formação histórica do Brasil (1930). Foi presidente da Sociedade de Engenharia (1928), integrou o Instituto Histórico e Geográfico (IHGB), tendo ocupado a cadeira 12. Assessorou o Governo Provisório (1930-1934) nos temas relacionados à legislação de minas. Morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, no dia 21 de abril de 1934.

 

Daniela Hoffbauer
Gláucia Tomaz de Aquino Pessoa
Nov. 2018

 

Bibliografia

JOÃO PANDIÁ CALÓGERAS. In: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001. 2ª ed. Disponível em: https://bit.ly/2LoIC5r. Acesso em: 29 out. 2018.

JOÃO PANDIÁ CALÓGERAS. In: ERMAKOFF, George (org.). Dicionário Biográfico Ilustrado de Personalidades da História do Brasil. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2012. 

LOPES, Fernandes. João Pandiá Calógeras. REVISTA DE HISTÓRIA: revista do Departamento de História da Universidade de São Paulo, v. 22, n. 46, p. 289-301, 1961. Disponível em: https://bit.ly/2GrLpMo. Acesso em: 6 dez. 2018. 

PECHMAN, Robert. João Pandiá Calógeras Disponível em: https://bit.ly/2UTFNxz. Acesso em: 6 nov. 2018.

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