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Rodrigo Domingos Antônio de Sousa Coutinho, conde de Linhares

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Nasceu em Chaves, Portugal, em 4 de agosto de 1755. De família aristocrática, era afilhado de Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal. Estudou no Real Colégio dos Nobres e na Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso jurídico aos 23 anos. Em 1779 foi nomeado por d. Maria I ministro plenipotenciário junto à corte de Sardenha, em Turim. Retornou a Lisboa em 1796 para assumir a Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, tendo criado o Corpo de Engenheiros Construtores, a Junta de Fazenda da Marinha e a Sociedade Real Marítima. Em 1801 assumiu os cargos de secretário dos Negócios da Fazenda e presidente do Real Erário, disposto a pôr em prática projetos reformistas com base no ideário ilustrado. Em virtude da oposição de membros do governo favoráveis à aliança política e militar com a França, demitiu-se em 1803, afastando-se da vida pública. Retornou ao governo em 1807 como conselheiro de d. João VI, sendo considerado um dos principais articuladores do alinhamento aos ingleses e da transferência da corte para o Brasil, onde foi nomeado para a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Estabeleceu no Brasil importantes instituições ligadas à sua pasta, como o Arquivo Real Militar, a Academia Real Militar, e a Real Junta de Fazenda dos Arsenais do Exército, Fábricas e Fundições, o que fez parte de um projeto de reforma que iniciara em Portugal. Foi o responsável por estimular a criação do Banco do Brasil e por viabilizar, em 1810, a assinatura do Tratado de Aliança e Comércio com a Inglaterra. Teve importante atuação na incorporação da Guiana Francesa (1809) e da Banda Oriental do Uruguai (1811), que recebeu o nome de Província Cisplatina. Nomeado conde de Linhares em 1808, foi ainda comendador da grã-cruz das ordens de Avis e da Torre e Espada, além de sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa. Publicou várias obras, entre as quais Reflexões políticas sobre os meios de criar e fundar solidamente em Portugal a cultura e manufatura da seda (1784), Discurso sobre o comércio de Itália (1795) e Memória sobre os melhoramentos dos domínios da América (1797). Morreu no Rio de Janeiro, em 1812.


Bibliografia
LIMA, Oliveira. Dom João VI no Brasil, 1808-1821 Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Comércio, 1908. 2 v.

MACEDO, Roberto. D. Rodrigo, o luso-brasileiro. Revista do IHGB, Rio de Janeiro, v. 306, p. 19-32, jan.-mar., 1975.

MALERBA, Jurandir. A corte no exílio: civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência (1808 a 1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

TORRES, João Carlos Feo Cardoso; MESQUITA, Manoel Castro Pereira (colab.). Resenha das famílias titulares do reino de Portugal: Acompanhada das noticias biográphicas de alguns indivíduos das mesmas famílias. Lisboa: Imprensa Nacional, 1838.

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