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Joaquim Lebreton

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Nasceu em Saint-Méen, Bretanha, na França, em 7 de abril de 1760. Ingressou no Colégio dos Teatinos, onde estudou humanidades e tornou-se clérigo. Abandonou a carreira sacerdotal por ocasião da Revolução Francesa, tendo se filiado aos jacobinos. Trabalhou na administração pública, tendo atuado como chefe da Seção de Museus, Conservatórios e Bibliotecas, do Ministério do Interior francês. Em 1795 tornou-se responsável pela cadeira de ciências morais e políticas no importante Instituto de França, do Museu do Louvre, e foi um dos fundadores da revista Décade Philosophique (1794-1807). Eleito secretário perpétuo do curso de Belas Artes em 1803, manteve-se mesmo depois da queda de Napoleão e da tentativa de Luís XVIII de extinguir o curso. Nomeado em 1798 administrador das obras de arte do Museu do Louvre, passou por uma sequência de embates com seus opositores, especialmente por conta de sua posição contrária à repatriação das obras de arte adquiridas durante as guerras napoleônicas, o que culminou com sua destituição. Indicado pelo naturalista Alexander von Humboldt ao marquês de Marialva, embaixador extraordinário do governo português na França, a integrar um projeto de estabelecimento de uma escola de artes e ofícios no Brasil, para a qual seriam recrutados diversos profissionais franceses. Embarcou para o Brasil ao lado de nomes como Auguste Taunay, Jean-Baptiste Debret e Grandjean de Montigny. Seu plano daria origem ao decreto de 12 de agosto de 1816, que criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, com o objetivo de promover a instrução dos homens destinados aos empregos públicos e também o progresso da agricultura, mineralogia, indústria e comércio. Após a morte do conde da Barca, protetor dos artistas franceses, o projeto de uma escola de ciências, artes e ofícios não seria concretizado imediatamente, o que levou os profissionais franceses a lecionarem para um reduzido número de alunos ou procurarem outras atividades sob a proteção régia. Afastou-se da vida pública, isolando-se em sua chácara, no bairro do Flamengo. Morreu no Rio de Janeiro, em 9 de junho de 1819.


Bibliografia
BITTENCOURT, Gean Maria. A missão artística francesa de 1816. 2. ed. refund. Petrópolis: Museu de Armas Ferreira da Cunha, 1967.

BRASIL. Decreto, de 12 de agosto de 1816. Concede pensões a diversos artistas que vieram estabelecer-se no país. Coleção de decisões do Brasil, Rio de Janeiro, p. 77-78, 1890.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à independência do Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

TAUNAY, Affonso d’Escragnolle. A missão artística de 1816. Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Commercio; Rodrigues e Cia., 1912.

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