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Johann Baptist von Spix

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Nasceu em Höchstadt der Aisch, Baviera, Alemanha, em 9 de fevereiro de 1781. Oriundo de família de poucos recursos, perdeu o pai precocemente. Ingressou na escola episcopal de Bamberg aos onze anos, tendo-se transferido em 1793 para o seminário episcopal desta mesma cidade, onde se destacou como o melhor aluno. Em 1800, aos 19 anos, doutorou-se em filosofia. No ano seguinte ingressou no Seminário Episcopal em Würzburg, para preparação de sacerdotes, mas abandonou três anos depois. Em 1804 iniciou os estudos em Medicina e Ciências Naturais, onde foi aluno de Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling, importante filósofo da natureza, que teve papel importante em sua formação, doutorando-se em 1807. Em 1808, o rei Maximiliano José I convidou-o para instalar o Gabinete de Zoologia da Academia Real de Ciências da Baviera, em Munique, organizada por Schelling. Recebeu patrocínio real para um curso de dois anos em zoologia, em Paris, antes de assumir seu posto, convivendo com renomados cientistas como Georges Cuvier, Henri-Marie Ducrotay de Blainville, Jean Baptiste Lamarck e Auguste de Saint-Hilaire. Retornou a Munique em 1810, assumindo sua função na Academia Real de Ciências, empreendendo estudos sobre zoologia, anatomia comparada e morfologia. Planejou e coordenou uma viagem de estudos ao Brasil, integrada por um grupo de naturalistas e cientistas, por ocasião do casamento da arquiduquesa austríaca, dona Leopoldina (1797-1826), com o príncipe d. Pedro (1798-1834). Ao seu lado, integraram ainda a missão austríaca (1817-1820) o botânico Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e o artista Thomas Ender (1793-1875). A expedição percorreu Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Belém e Ilha de Marajó, seguindo até Manaus. Retornou a Munique em 1820 e, ao lado de Martius, produziu uma obra completa sobre a fauna e a flora brasileiras. Com o material coletado, deu início à publicação de tratados sobre macacos e morcegos (Simiarum et vespertilionum Brasiliensium species novae ou Historie Naturelle, 1823), lagartos, cobras, tartarugas e sapos (Animalia Nova seve species novae Lacertarum, 1824), e duas obras sobre aves (Avium species novae, quas in itinere per Brasiliam, 1824-1825), com Johann G. Wagler, além da conhecida Viagem pelo Brasil, escrita em parceria com Carl Fr. Philipp von Martius. Voltou ao seu país com a saúde bastante fragilizada, tendo contraído moléstias tropicais na Amazônia. Outros trabalhos póstumos foram publicados, tendo por base suas observações zoológicas, constituindo um conhecimento pormenorizado da história natural brasileira. Morreu em Munique, na Alemanha, em 15 de maio de 1826.


Bibliografia
CANDIDO, Luciana de Fátima. “Johann B. von Spix: narrativas e imagens” In: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. São Paulo, USP. Disponível em: <https://goo.gl/Y3cJM4> . Acesso em 4 ago. 2015.

FITTKAU, Ernst Josef. Johann Baptist Ritter von Spix: primeiro zoólogo de Munique e pesquisador no Brasil. Hist. cienc. saude, Rio de Janeiro, v. 8, supl. p. 1109-1135, 2001. Disponível em: <https://goo.gl/HRBxK7> . Acesso em: 3 ago. 2015.

KURY, Lorelai. Viajantes-naturalistas no Brasil oitocentista: experiência, relato e imagem. Hist. cienc. saude, Rio de Janeiro, v. 8, supl. p. 863-880, 2001. Disponível em: <https://goo.gl/pmb6Nn> . Acesso 06 ago. 2015.

SILVA, Kalina V. Viagem pelo Brasil entre os anos de 1817 e 1820. Johan B. Von Spix; Karl F. P. Von Martius. In: Revista do Tempo Presente. Disponível em: <https://goo.gl/ii7i3p> ?…johann…von-spix…von>. Acesso em: 30 jul. 2015.

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