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José Maria Bomtempo

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Nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1774. Formou-se em medicina e filosofia pala Universidade de Coimbra, em 1798. Foi nomeado juiz comissário da Junta do Protomedicato e físico-mor de Angola em 1799, tendo permanecido nesta função por oito anos. Médico da Real Câmara e juiz comissário do Tribunal do Protomedicato, foi transferido para o Brasil como delegado do físico-mor do Reino, em 1809. Foi lente de cadeira de medicina clínica, teórica e prática, na Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, criada em 1808, e encarregado da direção do Laboratório Químico-Prático, criado em 1812. Fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo e comendador da Imperial Ordem da Rosa, foi designado médico da Real Câmara e, posteriormente, diretor da Academia Médico-Cirúrgica, que presidiu até ser jubilado, em 1820. Escreveu obras importantes para a medicina, como Compêndios de matéria médica (1814), Compêndios de medicina prática (1815) e Memória sobre algumas enfermidades do Rio de Janeiro (1825). Adquiriu a cidadania brasileira, permitida pela Constituição de 1824, e tornou-se membro honorário da Academia Imperial de Medicina, servindo ao imperador d. Pedro I por vinte anos, como clínico e cirurgião. Morreu no Rio de Janeiro, em 2 de janeiro de 1843.


Bibliografia

ARAÚJO, Carlos da Silva. Fatos e personagens da história da medicina e da farmácia no Brasil. Rio de Janeiro: Revista Continente Editorial Ltda., 1979. v. I.

BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Dicionário bibliográfico brasileiro. V. IV. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1970.

MAIA, George Doyle. Biografia de uma faculdade: histórias e estórias da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro. 1995.

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