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Georg Heinrich von Langsdorff, barão de Langsdorff

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Nasceu em Wollstein, no condado de Nassau-Usingen, na Alemanha, em 18 de abril de 1774. Era filho de Johann Gottlieb Emilius von Langsdorff, prefeito de Wollstein e vice-chanceler do Supremo Tribunal de Kalrsruhe, no Grão-Ducado de Baden, e de sua primeira mulher, Anna Katharine Friederike Koch. Estudou nos ginásios de Buchsweiler (Alsácia) e de Idstein (Hessen-Nassau) e, em 1797 ingressou na Universidade de Göttingen, onde se dedicou especialmente ao estudo das Ciências Naturais, tendo-se doutorado em Medicina aos 23 anos. Foi aluno do naturalista e antropólogo Johann Friedrich Blumenbach, que recomendava a seus alunos o estudo do meio natural em que viviam os homens. Defendeu tese em Obstetrícia, publicada com o título de Commentatio medicinae obstetriciae sistens phantasmarum sive machinarum ad artis obstetricia facientiun vulgo Fantomae dictorum breven, historiam. Partiu para Portugal como médico particular do príncipe Cristiano von Waldeck, comandante do Exército português. Com a morte de Waldeck, estabeleceu uma clientela, o que garantiu sua subsistência em Portugal e tempo livre para dedicar-se aos estudos e às pesquisas no campo das ciências naturais. Integrou a expedição do capitão russo Ivan Fiodorovitch Kruzensternos, de circunavegação do globo, na função de ictiólogo e mineralogista, tendo aportado em Santa Catarina em 1803. Essa expedição científica percorreu ainda diversas regiões, como as ilhas do Pacífico, Califórnia, Alasca, Japão, Sibéria e Kamtchatka. Em 1808, após deixar a expedição, foi nomeado assistente em botânica na Academia de Ciências de São Petersburgo, onde permaneceu por quatro anos. Naturalizou-se russo e foi nomeado conselheiro da corte, motivo pelo qual também é conhecido com o nome Grigóri Ivanovitch Langsdorff. Em 1812 foi nomeado cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro, chegando à cidade em 5 de abril de 1813, onde passou a dedicar-se à pesquisa de história natural, etnografia e geografia. Em 1816, adquiriu a Fazenda da Mandioca, na província do Rio de Janeiro, nas proximidades de Porto Estrela, visitada por cientistas e naturalistas europeus, dentre os quais, Spix e Martius, John Luccock, Emmanuel Pohl, Maximilian zu Wied-Neuwied, Saint-Hilaire e Friedrich Sellow. Em 1822 realizou tentativa de colonização em sua fazenda, tendo custeado a vinda de famílias de colonos alemães, projeto que fracassou. Retornou à Rússia em 1821 com o objetivo de obter financiamento para realização de uma expedição científica ao interior do Brasil, aprovada e financiada pelo czar Alexandre I. A ‘expedição Langsdorff’ reuniu cerca de trinta e nove pessoas, dentre artistas renomados como os pintores Johann Moritz Rugendas, Hércules Florence e Aimé-Adrien Taunay, o naturalista Wilhelm Freyreiss, o astrônomo Nestor Rubtsoz e o botânico Ludwig Ridel. Iniciada em 1821, na província de Minas Gerais, a expedição terminou em 1829, tendo seguido por São Paulo, Mato Grosso e Amazonas. O material coletado pela expedição foi enviado à Rússia, onde permaneceu guardado no Jardim Botânico por quase um século. A obra resultante da expedição científica é considerada um importante relato sobre história natural e etnografia brasileiras, constituindo-se uma fonte valiosa de estudo. Recebeu inúmeras homenagens, sendo nomeado cavaleiro da Ordem Russa de São Wladimir; da Ordem de Santa Ana; da Ordem do Leão de Zahringen, de Baden; da Ordem do Mérito Civil, da Baviera; da Águia Vermelha da Prússia. Publicou inúmeras obras, como Bemerkungen auf einer Reise um die Welt in den Jahren 1803 bis 1807 (Notas sobre uma viagem ao redor do mundo nos anos 1803-1807), de 1812, Plantes recueillies pendant le voyage des Russes autour du monde, 1810, em colaboração com F. Fischer, Memórias sobre o Brasil para servir de guia àqueles que nele se desejam estabelecer (1820), além de ter deixado memórias, inúmeros manuscritos e cadernos de viagens, resultado de suas observações e expedições científicas. Morreu em Breisgau, na Alemanha, em 29 de junho de 1852.


Bibliografia

ALBUQUERQUE, Francisco Tomasco de. As Descobertas Recentes da Genealogia de Georg Heinrich von Langsdorff. Disponível em: <https://goo.gl/bMgQNV> . Acesso em: 13 jul. 2015.

CANDIDO, Luciana de Fátima. “Expedição Langsdorff: a [re]construção do conhecimento através dos relatos de viagens”. In: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. São Paulo, USP. Disponível em: <https://goo.gl/QQZFXD> . Acesso em: 15 jul. 2015.

MANIZER, Guenrikh Guenrikhovitch. A Expedição do acadêmico G. I. Langnsdorff ao Brasil (1821-1828). In: Brasiliana eletrônica. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967. Disponível em: <https://goo.gl/d4H6B7> . Acesso em: 28 set. 2015.

SILVA, Danuzio Gil Bernardino da (org.). Os diários de Langsdorff. Campinas: Associação Internacional de Estudos Langsdorff; Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 1997.

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