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Silvestre Pinheiro Ferreira

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Nasceu em Lisboa em 31 de dezembro de 1769. Ingressou na Congregação do Oratório em 1784, de onde saiu por divergências com o padre Teodoro de Almeida, em 1791. Ingressou em 1794, por concurso, como lente substituto da cadeira de filosofia racional e moral, no Real Colégio das Artes, anexo à Universidade de Coimbra. Acusado de jacobino e perseguido pela Inquisição, fugiu de Portugal em 1797. Refugiou-se na Inglaterra e na Holanda, sendo acolhido por Antônio de Araújo e Azevedo – o futuro conde da Barca – embaixador em Haia. Ingressou na carreira diplomática, sendo nomeado secretário interino da embaixada portuguesa em Paris (cargo que não chegou a ocupar), secretário da delegação diplomática em Haia (1798), e oficial da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros em Berlim (1799). Veio para o Brasil em 1810, onde foi nomeado deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação. Em 1813, ministrou um curso de filosofia no Seminário São Joaquim, que foi publicado pela Impressão Régia com o título Preleções filosóficas. Nessa época, passou a escrever também no periódico O Patriota. Em 1814, foi nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Com a adoção em Portugal do sistema monárquico constitucional em 1821, assumiu a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e, como titular dessa pasta, acompanhou d. João em seu regresso a Lisboa, em 1821. Pouco tempo depois, em maio de 1823, demitiu-se do cargo por recusar a ideia de absolutismo que prevalecera na constituinte portuguesa. A radicalização da situação política levou-o a exilar-se na França, onde se dedicou aos estudos de ciências e literatura e escreveu as obras Manual do cidadão em um governo representativo (1834) e Theodicée (1845). Apesar de estar em Paris, foi eleito deputado da Corte em 1826, 1838 e 1842, ano em que retornou a Portugal para assumir a cadeira de deputado que recusara duas vezes, passando a presidir a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros. A partir de 1844, publicou importantes artigos no jornal Revolução de Setembro. Foi comendador da Ordem de Cristo, sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e correspondente do Instituto de França. Morreu em Lisboa, em 2 de julho de 1846.


Bibliografia

BIBLIOTECA NACIONAL. Silvestre Pinheiro Ferreira: memórias e cartas biográficas. Anais da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, v. 2, fas. 1, p. 247-251, 1877.

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DO PENSAMENTO BRASILEIRO. Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1846): bibliografia e estudos críticos. Salvador, 1983.

LIMA, Oliveira. Dom João VI no Brasil (1808-1821). V. 2. Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Commercio, 1908.

PEREIRA, José Esteves. Silvestre Pinheiro Ferreira: o seu pensamento político . Coimbra: Universidade de Coimbra, 1974. Disponível em: <https://goo.gl/5SG2Df> Acesso em: 2 jan. 2009.

SANTOS, Delfim. Silvestre Pinheiro Ferreira. In: SERRÃO, Joel. Dicionário da história de Portugal. Lisboa: Iniciativas Editoriais, s.d.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da. Silvestre Pinheiro Ferreira: ideologia e teoria. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1975.

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