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Maria Carolina Josefa Leopoldina

Publicado: Segunda, 19 de Dezembro de 2016, 10h57 | Última atualização em Quinta, 12 de Julho de 2018, 17h12 | Acessos: 1306

Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, na Áustria em 22 de janeiro de 1797. Filha do último imperador do Sacro-Império Romano Germânico, Francisco II – que se tornaria imperador da Áustria, transformando-se em Francisco I – e de sua segunda esposa, Maria Teresa do reino das Duas Sicílias ou de Bourbon. Sobrinha-neta de Maria Antonieta, que se casou com Luís XVI, rei de França, sua irmã Maria Luísa foi a segunda mulher de Napoleão I, uma união que selou a aliança com a França, após a derrota da Áustria em Wagran (1809). Seu casamento resultou também de um acordo político de Portugal com a casa de Habsburgo num cenário de rearranjo europeu após a derrota de Napoleão em 1815. Para Portugal interessava ligar-se a uma das mais tradicionais monarquias europeias – além de afastar-se da influência inglesa – e à Áustria, o comércio com os domínios ultramarinos lusos seria extremamente vantajoso. Negociado por Pedro José Joaquim Vito de Meneses Coutinho, então marquês de Marialva, o contrato de casamento foi assinado em Viena em 28 de novembro de 1816, e a cerimônia se deu em 13 de maio de 1817, sendo d. Pedro representado pelo arquiduque Carlos, tio paterno da noiva. No Brasil a cerimônia ocorreu em 6 de novembro de 1817, um dia após sua chegada ao Rio de Janeiro, na capela real. Muito culta, recebeu uma educação exemplar, interessava-se por ciências naturais, como mineralogia e botânica, artes e dominava o francês, o inglês, o italiano e o latim, e antes de vir para o Brasil aprendeu o português. Sua comitiva foi acompanhada de uma missão científica, formada por naturalistas, desenhistas e pintores. Dentre eles, o paisagista Thomas Ender, os naturalistas Johann Baptist von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius, o mineralogista Rochus Schüch, e o paisagista G. K. Frick. Com a assessoria desses homens, d. Leopoldina reorganizou a extinta Casa de História Natural, que deu origem em 1818 ao Museu Real, voltado para o estudo e a divulgação das ciências naturais no Brasil. Apesar das controvérsias sobre a posição correta de seus nomes, no Brasil passou a assinar Maria Leopoldina ou somente Leopoldina. De seu casamento teve seis filhos, dentre eles dois monarcas, d. Pedro II, do Brasil, e d. Maria da Glória, de Portugal. Educada sob os princípios do Absolutismo, não nutria simpatia pelos regimes republicanos, apesar de aprovar a existência de uma constituição, sem que isso pusesse em risco o regime monárquico. Teve atuação política decisiva no processo de independência, tendo assumido interinamente a regência do Brasil e a chefia do Conselho de Estado em agosto de 1822, quando d. Pedro viajou a São Paulo para apaziguar os conflitos políticos da província. Com a Independência, foi a primeira imperatriz consorte do Brasil. Lutou pelo reconhecimento do novo estatuto político do Brasil pela Áustria, defendendo a garantia do sistema monárquico na América, o que se deu em 27 de dezembro de 1825. Foi ainda rainha de Portugal, quando d. Pedro assumiu o trono luso com a morte de d. João VI, em 1816. Morreu em 11 de dezembro de 1826, no Rio de Janeiro, Brasil.


Bibliografia
BRAGA, Paulo Drumond. “Leopoldina de Habsburgo, rainha de Portugal”. In: Estudos em Homenagem ao Professor Doutor José Marques, v. IV. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2006, p. 233-245.

NEVES, Lúcia B. Pereira. D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria. In: VAINFAS, R e NEVES, L. B. P (org). Dicionário do Brasil Joanino. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

SIMPÓSIO COMEMORATIVO DO BICENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA IMPERATRIZ LEOPOLDINA. Rio de Janeiro: IHGB, 1997.

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