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Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Figueiró

Publicado: Segunda, 13 de Fevereiro de 2017, 14h15 | Última atualização em Terça, 17 de Julho de 2018, 18h37 | Acessos: 766

Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1º de novembro de 1742. Formou-se bacharel em Cânones pela Universidade de Coimbra. Foi juiz e desembargador do Tribunal da Relação do Porto, da Casa da Suplicação e da Mesa do Desembargo do Paço; conselheiro de Estado, e vereador do Senado da Câmara de Lisboa. Foi o décimo segundo vice-rei do Brasil, e esteve no governo entre os anos de 1779 e 1790, tendo sucedido o marquês de Lavradio. Seu governo na colônia foi marcado pelo reformismo ilustrado que caracterizou Portugal nesse período, voltado para o fomento à economia, especialmente a agricultura, a melhoria da administração, o controle dos descaminhos, as obras públicas e o apoio às sociedades literárias e científicas. Apoiou o cultivo do cânhamo, do anil e a indústria da cochonilha. Realizou importantes intervenções urbanísticas, de melhoramentos e embelezamento, como o Passeio Público do Rio de Janeiro, primeiro jardim público do país, projetado em 1773 pelo Mestre Valentim, e inaugurado dez anos mais tarde. Foi um incentivador da obra desse artista, responsável também pela reforma do antigo Largo do Paço e pela instalação do Chafariz da Pirâmide (1789). Criou uma prisão especial para escravos, que recebeu o nome de Calabouço, de modo a preservá-los dos excessos da violência dos senhores. Deu suporte às pesquisas botânicas do frei José Mariano Veloso, chefe de uma expedição científica pela província do Rio de Janeiro (1783-1790), que deu origem à publicação Flora Fluminensis. Criou ainda, em 1784, um gabinete de estudos de história natural, a chamada Casa dos Pássaros. Em 1786 aprovou a fundação da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, dedicada à difusão das luzes, de temas científicos e literários, e que seria fechada no fim de seu governo, em 1790. Reprimiu severamente a Inconfidência Mineira, tendo ordenado a instauração do processo de devassa para apurar e julgar os inconfidentes, em 1789. Retornou a Portugal em 1790, sendo substituído por d. José de Castro, conde de Rezende. Foi inspetor-geral das Obras Públicas (1801), secretário de Estado e presidente do Real Erário (1803-1807). Sócio da Academia Real das Ciências, recebeu a grã-cruz da Ordem de Santiago e o título de conde de Figueiró. Morreu em Lisboa, em 1809.

 

Bibliografia
AIZEN, Mario. Rio de Janeiro: a cidade dos vice-reis (1763-1808). Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 432, p. 201-207, set. 2006.

BRIGOLA, João Carlos, “Viagem, Ciência e Administração no Brasil colonial – Os gabinetes setecentistas de história natural de Luís Pinto de Balsemão, de Luís de Vasconcelos e Sousa e de Luís de Albuquerque Cáceres”. In: SILVA, F. Ribeiro da; CRUZ, M. Antonieta; RIBEIRO, J. Martins; OSSWALD, H. Estudos em Homenagem a Luís António de Oliveira Ramos. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2004, vol. 1, p. 331-339.

GOUVÊA, Maria de Fátima S. “Luís de Vasconcelos e Sousa”. In: VAINFAS, R (dir). Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.

MACHADO, Lourival Gomes. “Política e administração sob os últimos vice-reis” In: HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.). A época colonial, v. 2: administração, economia e sociedade. 10ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002, p. 395-421. (História Geral da Civilização Brasileira; t. 1, v. 2).

PINTO, Olivério Mário Oliveira. “Explorações Científicas”. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.). A época colonial, v. 2: administração, economia, sociedade. 10ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002, p. 181-198. (História Geral da Civilização Brasileira, t. 1; v. 2).

SORIANO, Simão José da Luz. História da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal comprehendendo a história diplomática militar e política deste reino desde 1777 até 1834. Lisboa: Imprensa Nacional, 1870, t. 1. Disponível em: <https://goo.gl/WfvJr1> . Acesso em: 22 abr. 2015.

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