Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Publicações > Biografias > Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos
Início do conteúdo da página

Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos

Publicado: Segunda, 13 de Fevereiro de 2017, 14h24 | Última atualização em Segunda, 16 de Julho de 2018, 19h44 | Acessos: 222

Nasceu em Lisboa, Portugal, em 7 de junho de 1771. Iniciou sua carreira militar como cadete no Regimento de Cavalaria do Cais, em novembro de 1796, tornando-se capitão no ano seguinte. No Brasil foi governador e capitão-general da capitania do Pará e Rio Negro, entre 1803 e 1806. Nomeado capitão-general de Mar e Terra do Estado do Brasil e vice-rei, em 1806, foi o último a ocupar o cargo, extinto por ocasião da vinda da família real para o Brasil. Governador e capitão-general da Bahia (1809), realizou uma série de melhoramentos como o estabelecimento da primeira tipografia, a fundação da Biblioteca Pública, a conclusão do cais da Alfândega e do Teatro São João. Promovido a marechal-de-campo em 1810, reprimiu uma insurreição de escravos muçulmanos em Salvador e lutou contra os rebeldes da Revolução de Pernambuco de 1817. Com a morte de Antônio de Araújo e Azevedo, conde da Barca, ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, foi empossado na pasta e, em 1818, promovido a tenente-general. Permaneceu no Brasil após o retorno de d. João VI a Portugal e assumiu a presidência do ministério constituído junto ao príncipe regente, d. Pedro. Contrário à independência, sua demissão e deportação foi exigida pelos revoltosos da Praça do Comércio, que exigiram ainda de d. Pedro o juramento das bases da Constituição do Reino Unido. Voltou para Portugal e foi preso ao chegar a Lisboa, acusado de participar dos movimentos de independência que tanto combateu. Uma vez restabelecida a confiança de d. João, foi nomeado membro do Conselho de Regência instituído pelo príncipe, sob a presidência da infanta d. Isabel Maria. Foi agraciado em vida com a grã-cruz das ordens de São Bento D’Aviz e da Antiga Ordem da Torre e Espada. Foi comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e comendador de Santa Maria da Vila do Rei, na Ordem de Cristo. Morreu em Lisboa, em 1828.


Bibliografia

LIMA, Oliveira. Dom João VI no Brasil (1808-1821). V. 2. Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Commercio, 1908.

PINTO, Albano da Silveira. Famílias titulares e grandes de Portugal. T. 2. Lisboa: Empresa Editora de Fx. Arthur da Silva, 1890.

SEQUEIRA, Gustavo Matos. Conde dos Arcos (1771-1828). In: BOURBON; MENEZES, Afonso A. F. Cota de; SEQUEIRA, Gustavo de Matos. Figuras históricas de Portugal, 1933. p. 149-150.

ZÚQUETE, Afonso Eduardo Martins. Nobreza de Portugal: bibliografia, biografia, filatelia, genealogia, heráldica, história, nobiliarquia, numismática. Lisboa: Enciclopédia, 1960-1961.v. 2.

Fim do conteúdo da página