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Evaristo Ferreira da Veiga e Barros

Publicado: Terça, 10 de Julho de 2018, 12h52 | Última atualização em Segunda, 30 de Julho de 2018, 17h08 | Acessos: 265

Nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de outubro de 1799. Filho do português Francisco Luiz Saturnino da Veiga, mestre-escola e livreiro, e da brasileira Francisca Xavier de Barros. Estudou as primeiras letras com seu pai, cursou aulas régias e concluiu os estudos no seminário de São José, como aluno externo. Em 1818 passou a trabalhar na livraria do pai, na Rua da Alfândega. Com a morte da mãe, recebeu herança materna e, em 1823, abriu em sociedade com o irmão, João Pedro da Veiga, livraria na esquina das ruas da Quitanda e São Pedro, no Centro do Rio de Janeiro. Em 1827 comprou a livraria do livreiro francês João Batista Bompard, localizada à rua dos Pescadores. Neste mesmo ano ingressou no Aurora Fluminense (1827-1835), jornal de matiz liberal, recém fundado por José Apollinário de Moraes, José Francisco Sigaud e Francisco Chrispiniano Valdetaro, que se constituiu um importante veículo de oposição ao governo de d. Pedro I no contexto da crise que antecedeu à sua abdicação. A partir de 1829, tornou-se proprietário do jornal, além de seu único redator, pautando seus artigos na defesa do constitucionalismo, do sistema representativo e da liberdade de imprensa. Foi eleito para a Câmara dos Deputados pela província de Minas Gerais em 1830, reelegendo-se em três legislaturas. Foi um dos mais importantes representantes do grupo político liberal moderado, ligando-se à oposição, onde teve destaque ao lado de Bernardo de Vasconcelos, Honório Carneiro Leão e do padre Custódio Dias. Participou ativamente do movimento de 7 de abril, que levou à abdicação de d. Pedro I, e tornou-se uma forte liderança do Partido Liberal. Monarquista, defendeu as reformas constitucionais e a aprovação do Ato Adicional. Em 1832 sofreu atentado atribuído aos conservadores, liderados por José Bonifácio Andrada e Silva e seu irmão, a quem fazia forte oposição. Defendeu a candidatura do padre Diogo Antônio Feijó como regente único, em 1835. Desiludido com a política e com os rumos da regência que apoiara, em 1835 fechou o Aurora Fluminense e no ano seguinte retirou-se para Campanha, Minas Gerais, onde viviam seus irmãos. Foi membro fundador da Sociedade Defensora da Liberdade e da Independência Nacional, onde exerceu função de secretário perpétuo. Foi autor da letra do hino da Independência, musicada por d. Pedro I. Morreu no Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1837.

 

Daniela Hoffbauer

22/09/2017

 

Bibliografia

GUIMARÃES, Lucia Maria Paschoal. Evaristo da Veiga. In: VAINFAS, R. (dir.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

 

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