Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Dicionário Primeira Republica > Diretoria-Geral de Estatística (1889-1930)
Início do conteúdo da página

Diretoria-Geral de Estatística (1889-1930)

Publicado: Quinta, 11 de Março de 2021, 10h16 | Última atualização em Segunda, 15 de Março de 2021, 16h53 | Acessos: 197
Foto de Júlio Ferrez, onde se destaca à esquerda o Pavilhão de Estatística, local de exibição dos dados de agricultura, comércio e indústria brasileiros durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência (1922-1923)
Foto de Júlio Ferrez, onde se destaca à esquerda o Pavilhão de Estatística, local de exibição dos dados de agricultura, comércio e indústria brasileiros durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência (1922-1923)

Criada pelo decreto n. 4.676, de 14 de janeiro de 1871, a Diretoria-Geral de Estatística foi o primeiro órgão da administração imperial voltado para o levantamento de dados estatísticos,  o que fora previsto pela lei n. 1.829, de 9 de setembro de 1870, a chamada Lei do Censo. Elaborada e aprovada por iniciativa de Joaquim José Rodrigues Torres, o visconde de Itaboraí, a Lei do Censo determinava a realização de recenseamentos decenais de toda a população do Império, bem como o registro civil dos nascimentos, casamentos e óbitos (Brasil, 1870, p. 89).

O termo ‘estatística’ vem do alemão statistik, fixado pelo professor Gottfried Achenwall em 1749, na cidade de Güttingen (Senra, 1999). Não por acaso considerada ‘a ciência do Estado’ ou ‘a ciência que se referia ao Estado’, a estatística serviu como importante instrumento para ação dos dirigentes, mensurando territórios ou população, mas também recursos e tributos. O aumento da complexidade da administração dos Estados nacionais ampliou a demanda por estatísticas cada vez mais sofisticadas, o que seria determinante para o processo de institucionalização desse campo científico. Já em 1854, temos a criação da Sociedade Estatística do Brasil, sob a presidência de José da Costa Carvalho, o marquês de Monte Alegre, mesmo ano em foram realizados dois congressos internacionais, o primeiro em Bruxelas e o segundo em Paris. Ao longo do século XIX, na medida em que as estatísticas ganhavam maior relevância para os governos, as instituições estatísticas nacionais se constituem como espaços de pesquisa, “tanto quanto possível científicas” (Senra, 2006, p. 39). Se a estatística desempenhou um papel central no controle fiscal dos Estados, paulatinamente incorporou os mais diversos aspectos da vida social. À quantificação dos territórios, dos tributos e da população somaram-se levantamentos das condições sanitárias das cidades, da infância desvalida e da prostituição.

Subordinada à Secretaria de Estado dos Negócios do Império, a diretoria-geral teve por atribuição realizar a primeira contagem censitária do país, formular os planos estatísticos do Império e organizar anualmente quadros ou mapas estatísticos dos nascimentos, casamentos e óbitos, bem como coordenar e apurar todos os dados recolhidos pelas diversas repartições públicas imperiais (Brasil, 1871, p. 35). A estrutura do órgão compreendia duas seções: a primeira era responsável pela correspondência oficial e também pelas informações relativas à população e ao território; à segunda seção competia a contabilidade, bem como os trabalhos concernentes à estatística do estado político, intelectual e moral do Império, e os dados referentes ao estado agrícola, industrial e comercial (Brasil, 1871, p. 42).

Prevista sua extinção pela lei n. 2.940, de 31 de outubro de 1879, a Diretoria-Geral de Estatística foi transformada em Seção de Estatística, subordinada à 3ª diretoria da Secretaria de Estado dos Negócios do Império. Pelo decreto n. 8.341, de 17 de dezembro de 1881, a Seção de Estatística deveria reger-se pelo regulamento de criação da Diretoria-Geral de Estatística e contaria com duas subseções, cujos trabalhos ficaram distribuídos da seguinte forma: à 1ª Subseção incumbiam os assuntos que estavam a cargo da 1ª Seção da extinta Diretoria-Geral de Estatística; e à 2ª Subseção, os que pertenceram à 2ª Seção.

Somente em 1890, pelo decreto n. 113-D, de janeiro, na gestão do ministro Aristides da Silveira Lobo (1838-1896), a Diretoria-Geral de Estatística foi restaurada e reorganizada, de acordo com o decreto de sua criação, em 1871. A diretoria fora reinstituída com o objetivo de proceder ao segundo recenseamento da população brasileira, encarregada ainda do registro civil dos nascimentos, casamentos e óbitos, regulamentado pelo decreto n. 9.886, de 7 de março de 1888, o que ficaria sob a responsabilidade de uma nova seção.

Assim, iniciado o período republicano, a Diretoria-Geral de Estatística encontrava-se subordinada à Secretaria de Estado dos Negócios do Interior. Ainda em 1890, pelo decreto n. 331, de 12 de abril, a diretoria-geral recebeu um novo regulamento, que ampliou suas atribuições, conferindo-lhe ainda a execução direta, a coordenação e análise de todos os trabalhos estatísticos que se relacionassem ao “estado físico, demográfico, econômico, comercial, industrial, político, administrativo, moral e intelectual” do país, além da função de cotejar tais dados com as estatísticas internacionais e propagar a necessidade e vantagens da estatística (Brasil, 1890b).

Foi criada na diretoria-geral uma nova unidade, denominada 1ª Seção, responsável pela atividade administrativa do órgão, como a correspondência, a escrituração, a organização das folhas de pagamento do pessoal, o processo das contas e a direção dos trabalhos de impressão e publicação. Em sua estrutura havia ainda três seções técnicas, cujas atribuições estavam assim distribuídas: 2ª Seção, indústria, justiça e polícia, caixas econômicas e montes de socorro, finanças públicas, território – divisão política, administrativa e judiciária; 3ª seção, viação e transporte, instrução pública e particular, obras públicas, correios e telégrafos, força pública – Exército e Armada, estudos e melhoramentos preventivos e de saneamento, estatísticas diversas; 4ª seção, demografia, colonização e catequese, e tábuas de sobrevivência e de mortalidade, associações e estabelecimentos de beneficência e previdência (Brasil, 1890b).

Conforme o decreto n. 113-D/1890, o segundo recenseamento da população deveria realizar-se no dia 31 de dezembro desse mesmo ano, observadas as disposições do regulamento promulgado com o decreto n. 4856, de 30 de dezembro de 1871 (Brasil, 1890a, art. 3º). Apesar de ter sido executado, o censo de 1890 parece não ter correspondido às expectativas que marcaram a recriação da diretoria-geral por uma série de fatores, como a situação política e orçamentária da República recém-fundada, além de questões que envolveram a apuração e a publicação de seus resultados (Senra, 2018).

Promulgada a Constituição de 1891, houve um rearranjo na administração pública, que deveria adequar-se ao sistema federalista, por meio de uma série de atos legais. Pela lei n. 23, de 30 de outubro de 1891, que reorganizou os serviços da administração federal, a Diretoria-Geral de Estatística, antes subordinada ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores, passou à jurisdição do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas. Na década de 1890, os decretos n. 1.142, de 22 de novembro de 1892, e n. 2.766, de 27 de dezembro de 1897, subordinaram a diretoria-geral, respectivamente, à 2ª Seção e à 1ª Seção do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas.

Em 1894, a lei n. 266, de 24 de dezembro de 1894, que fixou a despesa federal da União para o exercício de 1895, discriminou verbas para que a Diretoria-Geral de Estatística realizasse o censo e a aquisição de material tipográfico para suas publicações (Brasil, 1894). A crise econômica decorrente da política do Encilhamento, implementada durante o governo provisório de Deodoro da Fonseca (1889-1891), se prolongaria até o final da década de 1890, o que obrigaria o governo federal a reduzir as despesas votadas para os diversos ministérios para fazer face ao déficit, conforme o art. 483 da lei n. 428, de 10 de dezembro de 1896 (Brasil, 1896; Senra, 2018).

Pelo decreto n. 2.763, de 24 de dezembro de 1897, foram extintos diversos cargos na Diretoria-Geral de Estatística, recebendo o órgão novo regulamento pelo decreto n. 2.768, de 27 de dezembro daquele ano, e ficando reduzida a apenas duas seções. A primeira seria responsável pelo serviço administrativo, a direção dos trabalhos de impressão e publicação, o catálogo dos livros e papéis, bem como o estudo estatístico do território e da demografia; a segunda recebeu o encargo da estatística da indústria em todos os seus ramos, viação e transporte, correios e telégrafos, obras públicas, estudos e melhoramentos preventivos e de saneamento, força pública, Exército, Armada, justiça e polícia, finanças públicas, caixas econômicas e montes de socorro, associações e estabelecimentos de beneficência e previdência.

Assim, foi sob os efeitos da redução de sua estrutura administrativa e da não divulgação completa da apuração do censo de 1890, que se iniciou o trabalho censitário em 1900. Aliado a isso, a atividade censitária esteve no centro de uma polêmica, já que os números divulgados de 1890 não confirmavam a queda nos índices de mortalidade por tuberculose na cidade do Rio de Janeiro, o que levou o governo federal a tornar sem efeito os números apresentados e paralisou o censo de 1900 (Senra, 2018). Além disso, a diretoria-geral não foi capaz de responder à necessidade de estatísticas populacionais exigidas pelo projeto de reurbanização da cidade, implementado pelo engenheiro Francisco Pereira Passos, prefeito do Distrito Federal, no governo de Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919) (Senra, 2009). Tal situação seria corrigida por Pereira Passos com a realização do censo do Rio de Janeiro, o primeiro voltado exclusivamente para a cidade, cujo sucesso marcaria a produção censitária futura, sob a direção do médico e demógrafo-sanitarista Aureliano Portugal, com a participação de José Luiz Sayão de Bulhões Carvalho (Senra, 2007).

Ainda no ano de 1906, houve a criação do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (MAIC), pelo decreto n. 1.606, de 29 de dezembro, que absorveu parte das competências do antigo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas e subordinou a Diretoria-Geral de Estatística. No ano seguinte, pelo decreto n. 6.628, de 5 de setembro, foi aprovado o novo regulamento da Diretoria-Geral de Estatística, assinalando seu papel central no processo de consolidação da estatística brasileira, com a formulação de um programa a ser desempenhado por suas quatro seções, sob a direção de Bulhões Carvalho (1866-1940) (Senra, 2009; 2007).

Essa reestruturação altera não apenas as atribuições do órgão, mas também sua estrutura, que passa a ser composta por seis seções: 1ª seção, topografia, orografia, hidrografia e climatologia do Brasil; representação política, defesa nacional, finanças e administração; 2ª seção, demografia; 3ª seção, estatísticas econômicas; 4ª seção, instrução pública e particular, bibliotecas, museus, belas-artes, cultos religiosos, instituições de assistência, de beneficência e de previdência; 5ª seção, justiça civil, comercial e criminal, polícia, natalidade ilegítima, suicídios; 6ª seção, expediente, correspondência, contabilidade, escrituração, distribuição das publicações, permutas internacionais e publicação dos trabalhos (Brasil, 1907b).

A diretoria-geral contava ainda com os serviços de biblioteca, arquivo, almoxarifado, cartografia e oficina tipográfica, além do Conselho Superior de Estatística, criado a partir da recomendação dos congressos internacionais de Bruxelas, Paris, Berlim, Florença, Haia e Budapeste (Senra, 2007). O conselho seria presidido pelo ministro do MAIC e se reuniria, ordinariamente, na primeira quinzena dos meses de junho e dezembro, e, extraordinariamente, sempre que fosse convocado (Brasil, 1907b). Composto por até cinquenta membros efetivos e número ilimitado de membros honorários, cumpria-lhe emitir parecer sobre uma série de questões afetas à diretoria-geral, como a escolha das fontes de informações e das metodologias submetidas ao seu exame, as medidas a serem adotadas para uniformização das publicações oficiais da União e estados; a composição e redação do anuário estatístico, destinado a conter o resumo das estatísticas oficiais; as publicações de novas estatísticas julgadas necessárias; as relações com repartições de estatística nacionais e estrangeiras; a organização de uma biblioteca estatística internacional, a ser instalada no MAIC; a publicidade de seus trabalhos e assuntos de interesse geral e de estatística.

Bulhões Carvalho, além da reestruturação do órgão, dedicou-se ainda a três importantes temas, a reforma do registro civil, o censo de 1910 e a avaliação do censo de 1900 (Senra, 2018). Apesar dessa reestruturação e de aprovado o regulamento para o serviço do recenseamento de 1910, pelos decretos n. 7.931, de 31 de março, e n. 8.301, de 14 de outubro, o censo não seria realizado, acabando por ser suspenso pelo decreto n. 8.720-A, de 11 de maio de 1911. Conforme o decreto, as verbas consignadas pelo orçamento da União teriam sido insuficientes e o plano adaptado pelo decreto n. 8.301 elevaria a despesa, exigindo o pedido de crédito suplementar ao Congresso Nacional, o que, em virtude da dívida pública, aumentaria o déficit da União (Brasil, 1911).

A República estava mais uma vez atravessando uma crise política, a sucessão do presidente Nilo Peçanha, vice-presidente empossado com a morte de Afonso Pena, travou-se numa batalha acirrada que colocava em xeque as oligarquias e a supremacia militar. Na disputa estavam os candidatos Rui Barbosa, civil apoiado por São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, e Hermes da Fonseca, militar que contava com o apoio de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e demais estados, que sairia vitorioso.

A não realização do censo foi seguida por mais uma reorganização da Diretoria-Geral de Estatística, pelo decreto n. 9.106, de 16 de novembro de 1911, que passou a denominar-se Diretoria do Serviço de Estatística. Teve acrescidas as atribuições de promover a uniformização dos trabalhos e de propagar, por todos os meios ao seu alcance, as vantagens e necessidades da estatística, estimulando também o concurso da iniciativa particular para o fornecimento de informações. Sua estrutura não teve alteração, tendo sido mantidas as seis seções e a distribuição de seus trabalhos, assim como os serviços anexos.

Bulhões Carvalho reassume a titularidade da Diretoria do Serviço de Estatística em 1915, quando promove uma nova reorganização pelo decreto n. 11.476, de 5 de fevereiro, a última até sua extinção. O órgão voltou a denominar-se Diretoria-Geral de Estatística, e passavam a compor sua estrutura quatro seções: 1ª seção, topografia, orografia, hidrografia e climatologia, representação política, administração pública, defesa nacional, polícia e justiça; 2ª seção, Estado e movimento da população; 3ª seção, economia e finanças; 4ª seção, instrução pública e particular, biblioteca, museus, belas-artes, imprensa, cultos religiosos, instituições de assistência, de beneficência e de previdência. Mantinham-se os serviços anexos de biblioteca, arquivo, cartografia, almoxarifado e tipografia, além do Conselho Superior de Estatística.

Em 1920, ocorreu o censo geral, o primeiro desde 1900, cujo regulamento de execução foi aprovado pelo decreto n. 14.026, de 21 de janeiro de 1920. Considerada a “primeira operação censitária de sucesso na primeira República”, teve grande destaque na Exposição Universal Comemorativa do Centenário da Independência (Wu Tai, 2007, s.p.). O censo foi apresentado no Pavilhão da Estatística da Exposição Universal do Rio de Janeiro, em que simbolizava a “ciência da certeza” (Motta, 1992). Bulhões de Carvalho participou, ao lado de Léo da Fonseca e Raul Pederneiras, da comissão de organização do evento, na subcomissão de estatística, em que foram apresentadas estatísticas, estudos numéricos variados, mapas, cartogramas e diagramas, quadros e gráficos que permitiam identificar o “progresso do país à instauração da República” (Sant’Ana, 2008, p. 31).

Mais uma vez, o censo previsto para 1930 não seria realizado, apesar de o início dos trabalhos ter sido autorizado pelo decreto n. 5.730, de 15 de outubro de 1929. A Revolução de 1930, sob o comando de Getúlio Vargas, que assumiria provisoriamente o governo em 3 de outubro, depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, alterando o esquema político sustentado pela burguesia cafeeira, que definira a Primeira República. Além disso, a profunda crise econômica mundial provocada pela quebra da bolsa de Nova York, em 1929, contribuiu para a desorganização da atividade censitária em 1930. O censo geral da população brasileira somente seria realizado em 1940.

Uma das primeiras medidas do novo governo foi uma grande reforma administrativa que criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (MTIC), pelo decreto n. 19.433, de 26 de novembro de 1930, para o qual foram transferidos funções e órgãos ligados ao trabalho, indústria e comércio, como a Diretoria do Serviço de Estatística. No ano seguinte, o decreto n. 19.667, de 4 de fevereiro, organizou o MTIC e criou o Departamento de Estatística a partir da fusão da Diretoria do Serviço de Estatística com a Diretoria de Estatística Comercial, extintos nessa data.

Dilma Cabral
Mar. 2020

 

Fontes e bibliografia 

BRASIL. Lei n. 1.829, de 9 de setembro de 1870. Sanciona o decreto da Assembleia Geral que manda proceder ao recenseamento da população do Império. Coleção das leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, p. 89, 1870. 

______. Decreto n. 4.676, de 14 de janeiro de 1871. Cria na Corte do Império uma Diretoria-Geral de Estatística, em virtude da autorização concedida pelo art. 2° da lei n. 1.829 de 9 de setembro de 1870, e manda executar o respectivo regulamento. Coleção das leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, tomo 34, parte 2, p. 35-47, 1871. 

______. Lei n. 2.940, de 31 de outubro de 1879. Fixa a despesa e orça a receita geral do Império para os exercícios de 1879-1880 e 1880-1881. Coleção das leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, parte 1, p. 104-121, 1880. 

______. Decreto n. 8.341, de 17 de dezembro de 1881. Anexa à Secretaria de Estado dos Negócios do Império os serviços da extinta Diretoria-Geral de Estatística. Coleção das leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro, v. 2, tomo 44, parte 2, p. 1.245-1.247, 1882.

______. Decreto n. 9.886, de 7 de março de 1888. Manda observar o novo regulamento para a execução do art. 2º da lei n. 1829, de 9 de setembro de 1870, na parte que estabelece o registro civil dos nascimentos, casamentos e óbitos, de acordo com a autorização do art. 2º do decreto n. 3.316, de 11 de junho do 1887. Coleção de leis do Império do Brasil, Rio de Janeiro,  v. 1, parte 2, p. 248, 1888. 

______. Decreto n. 113-D, de 2 de janeiro de 1890. Restaura e reorganiza a Diretoria-Geral de Estatística, criada pelo art. 2º da lei n. 1.829, de 9 de setembro de 1870, e manda proceder ao segundo recenseamento da população dos Estados Unidos do Brasil. Decretos do governo provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, primeiro fascículo, p. 2-3, 1890a.

______. Decreto n. 331, de 12 de abril de 1890. Dá novo regulamento à Diretoria-Geral de Estatística. Decretos do governo provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, quarto fascículo, p. 600-604, 1890b.

 ______. Lei n. 23, de 30 de outubro de 1891. Reorganiza os serviços da administração federal. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, parte 1, p. 42-45, 1892. 

______. Decreto n. 1.142, de 22 de novembro de 1892. Dá regulamento à Secretaria de Estado dos Negócios de Indústria, Viação e Obras Públicas. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, parte 2, p. 924-939, 1893. 

______. Lei n. 266, de 24 de dezembro de 1894. Fixa a despesa geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1895 e dá outras providências. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, parte 1, p. 88, 1894. 

______. Lei n. 428, de 10 de dezembro de 1896. Orça a receita geral da República dos Estados Unidos do Brasil para o exercício de 1897, e dá outras providências. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, p. 57, 1896.

______. Decreto n. 2.763, de 24 de dezembro de 1897. Extingue lugares na Diretoria-Geral de Estatística. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, parte 2, p. 944, 1897. 

______. Decreto n. 2.766, de 27 de dezembro de 1897. Aprova o regulamento da Secretaria de Estado dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, parte 2, p. 947-966, 1897. 

______. Decreto n. 2.768, de 27 de dezembro de 1897. Altera o pessoal e dá nova distribuição aos serviços a cargo da Diretoria-Geral de Estatística. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 2, p. 967-968, 1898.

______. Decreto legislativo n. 1.606, de 29 de dezembro de 1906. Cria uma Secretaria de Estado com a denominação de Ministério dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 1, p. 114-116, 1907a.

______. Decreto n. 6.628, de 5 de setembro de 1907. Aprova o regulamento da Diretoria-Geral de Estatística. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 20 out. 1907b. Seção 1, p. 7.563-7.566. 

______. Decreto n. 7.931, de 31 de março de 1910. Aprova o regulamento para o serviço do recenseamento geral da população da República. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 3 abr. 1910. Seção 1, p. 2.387. 

______. Decreto n. 8.301, de 14 de outubro de 1910. Aprova o regulamento para a organização do serviço do pessoal em comissão encarregado do recenseamento geral da população da República. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 16 nov. 1910. Seção 1, p. 8.551. 

______. Decreto n. 8.330, de 31 de outubro de 1910. Reorganiza a Diretoria-Geral de Estatística. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 17 nov. 1910. Seção 1, p. 9.655. 

______. Decreto n. 8.720-A, de 11 de maio de 1911. Encerra os trabalhos do recenseamento a que se refere o decreto n. 8.382, de 13 de novembro de 1910. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 12 mai. 1911. Seção 1, p. 5.700. 

______. Decreto n. 9.106, de 16 de novembro de 1911. Reorganiza a Diretoria-Geral de Estatística, dando-lhe nova denominação. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 3, p. 770-779, 1915. 

______. Decreto n. 11.476, de 5 de fevereiro de 1915. Reorganiza a Diretoria do Serviço de Estatística, dando-lhe nova denominação. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 2, parte 1, p. 291-299, 1917.

______. Decreto n. 14.026, de 21 de Janeiro de 1920. Aprova o regulamento para execução da lei n. 4.017, de 9 de janeiro de 1920. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 23 jan. 1920. Seção 1, p. 1.491.

______. Decreto n. 5.730, de 15 de outubro de 1929. Autoriza a proceder ao recenseamento geral da República em 1º de setembro de 1930, e dá outras providências. Diário Oficial da República dos Estados Unidos do Brasil. Poder Executivo, Rio de Janeiro, 17 out. 1929. Seção 1, p. 20.919. 

______. Decreto n. 19.433, de 26 de novembro de 1930. Cria uma Secretaria de Estado com a denominação de Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Coleção das leis da República dos Estados Unidos do Brasil, Rio de Janeiro, v. 2, p. 40-41, 1931. 

______. IBGE. Conselho Nacional de Estatística. Legislação básica dos recenseamentos de 1910 e 1930. Rio de Janeiro: IBGE, 1953.             

______. Diretoria-Geral de Estatística. Recenseamento do Brasil: realizado em 1º de setembro de 1920. v. I: Introdução. Rio de Janeiro: Tipografia da Estatística, 1922. Disponível em: https://bit.ly/38ztXym. Acesso em: 2 mar. 2020. 

MOTTA, Marly Silva da. "Antessala do paraíso", "vale de luzes", "bazar de maravilhas": a  Exposição Internacional do Centenário da Independência (Rio de Janeiro, 1922). Rio de Janeiro: CPDOC, 1992. Disponível em: https://bit.ly/2TBo3sf. Acesso em: 9 mar. 2020.

OLIVEIRA, Luiz Antonio Pinto de; SIMÕES, Celso Cardoso da Silva. O IBGE e as pesquisas populacionais. Revista Brasileira de Estudos da População, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 291-302, jul./dez. 2005. Disponível em: https://bit.ly/339fLuH. Acesso em: 2 mar. 2020. 

SANT’ANA, Thaís Rezende da Silva de. A Exposição Internacional do Centenário da Independência: modernidade e política no Rio de Janeiro do início dos anos 1920. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, 2008. Disponível em: https://bit.ly/3azdprs. Acesso em: 3 mar. 2020. 

SENRA, Nelson de Castro. Da DGE até hoje, com o IBGE, uma sucessão em linha reta. Estadística y Sociedad, México, n. 5, p. 56-81, nov. 2018. Disponível em: https://bit.ly/3aGnRxk. Acesso em: 3 mar. 2020. 

______. Uma breve história das estatísticas brasileiras (1822-2002). Rio de Janeiro: IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações, 2009. Disponível em: https://bit.ly/3cHVcKj. Acesso em: 3 mar. 2020.

 ______. Bulhões Carvalho, o fundador da estatística brasileira. In: ______ (org.). Bulhões Carvalho: um médico cuidando da estatística brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. p. 41-66. (Memória Institucional, v. 11). Disponível em: https://bit.ly/2TVbOp8. Acesso em: 3 mar. 2020.

 ______. 1906: o censo perfeito do prefeito Passos. In: SENRA, Nelson de Castro. Estatísticas legalizadas: (c.1899-c.1936). Rio de Janeiro: IBGE, 2006. p. 185-223. 

______. Informação estatística: política, regulação, coordenação. Ciência da Informação, v. 28, n. 2, p. 124-135, 1999. Disponível em: https://bit.ly/3kqFXZt. Acesso em: 3 mar. 2020. 

WU TAI, David. Apresentação. In: SENRA, Nelson de Castro (org.). Bulhões Carvalho: um médico cuidando da estatística brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. p. 41-66. (Memória Institucional, v. 11). Disponível em: https://bit.ly/2TVbOp8. Acesso em: 3 mar. 2020.

 

Documentos sobre este órgão podem ser encontrados nos seguintes fundos do Arquivo Nacional

BR_AN_RIO_22  Decretos do Executivo - Período Imperial

BR_AN_RIO_23  Decretos do Executivo - Período Republicano

BR_AN_RIO_RR  Mário Augusto Teixeira de Freitas

BR_AN_RIO_4T  Ministério da Justiça e Negócios Interiores

BR_na_BSB_55  Ministério do Interior

BR_AN_RIO_55  Ministério do Interior

 BR_AN_RIO_A1  Série Interior - Administração (IJJ2)

 BR_AN_RIO_AF  Série Justiça - Administração (IJ2)

 BR AN,RIO AI  Série Justiça - Gabinete do Ministro (IJ1)

 

Referência da imagem

Arquivo Nacional, Fundo Família Ferrez, BR_RJANRIO_FF_LF_1_0_1_23_01

 

Este verbete refere-se apenas à trajetória do órgão no período da Primeira República. Para informações entre 1822-1889, consulte Diretoria-Geral de Estatística

 

Fim do conteúdo da página