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            No dia 6 de maio de 1826, o imperador dom Pedro I inaugurou a primeira legislatura do Parlamento brasileiro, dando início aos trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado. Esse ato constituiu um importante passo no processo de formação do Estado nacional independente. Saiba mais....

   

 

 

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Nasceu na vila de Jacuí, Minas Gerais, em 11 de janeiro de 1801. Era filho do coronel Nicolau Neto Carneiro Leão e de sua primeira mulher, Joana Severina Augusta de Lemos. Formou-se em direito na Universidade de Coimbra, Portugal, em 1825. Como magistrado, ocupou os cargos de juiz de fora de São Sebastião (1826), auditor da marinha e ouvidor do Rio de Janeiro (1828) e desembargador da Relação de Pernambuco (1829). Ligado inicialmente ao grupo moderado do Partido Liberal, teve extensa carreira política, representando sua província natal como deputado geral por três legislaturas (1830, 1834 e 1838). No conturbado período que teve início com a abdicação de d. Pedro I, em 1831, caracterizado pelo avanço liberal, colocou-se ao lado dos reformistas moderados. Em 1832 posicionou-se contrário à tentativa de Diogo Antônio Feijó, então ministro da Justiça, em transformar a Assembleia Geral em Constituinte, sem a participação do Senado. Teve uma longa carreira na administração imperial, foi ministro da Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça (1832 e 1843), dos Negócios Estrangeiros (1843) e da Fazenda (1853 e 1855). No período regencial, em que teve início o chamado movimento Regressista, que pretendeu conter o avanço liberal, fundou o Partido Conservador, ao lado de nomes como Bernardo Pereira de Vasconcelos e Joaquim José Rodrigues Torres. À frente dos conservadores, foi nomeado presidente das províncias do Rio de Janeiro (1841) e Pernambuco (1849), durante o período da Revolução Praieira (1848-1849), tendo anistiado revoltosos que permaneceram na capital. Em 1843 foi indicado senador, pela província de Minas Gerais, e membro do Conselho de Estado, tendo sido ainda presidente do Conselho de Ministros (1853). Foi enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em missão especial ao Prata, com o objetivo de conter as ameaças da Confederação Argentina de Juan Manuel Rozas aos interesses brasileiros na região (1851-1852). Recebeu a Ordem do Cruzeiro (1841), a Grã-Cruz da Ordem de Cristo (1851), a Grão-Cruz da Real Ordem Militar, o título de visconde (1852) e, depois, marquês do Paraná (1854). Morreu no Rio de Janeiro, em 3 de setembro de 1856.

Daniela Hoffbauer
Jan. 2018

 

Bibliografia

ALONSO, Rafael. Marquês de Paraná (Honório Hermeto Carneiro Leão). In: ERMAKOFF, George (org.). Dicionário Biográfico Ilustrado de Personalidades da História do Brasil. Rio de Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2012.

CABRAL, Dilma et al. Ministério da Justiça 190 anos: justiça, direitos e cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2012.

GUIMARÃES, Lúcia Maria Paschoal. Honório Hermeto Carneiro Leão (Marquês do Paraná). In: VAINFAS, Ronaldo (direção). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro. Objetiva. 2002.

Notícias e Eventos

A Associação Nacional de História – Seção Pernambuco convida a comunidade de pesquisadores e pesquisadoras para o XVI Encontro Estadual de História da Anpuh-PE, com a temática “Democracia, Memórias e Ensino de História”, evento que ocorrerá de 13 de julho a 17 de julho de 2026, na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife/PE.  A temática propõe discutir como a História pode contribuir para a consolidação democrática, seja pelo debate em torno das memórias coletivas e das disputas de narrativas, seja pelo fortalecimento de práticas pedagógicas críticas e inclusivas. Informações sobre a programação podem ser acessadas neste endereço